Para frente

30.3.20

Imagem sob licença Creative Commons por PlushDesignStudio.


           E naquela noite, chorei. 

Chorei de emoção ao sentir-me realmente amada como nunca antes, quando me colocaram em um pedestal onde pensava que estava, mas nunca estive, e a sensação de estar ali de verdade era muito boa.

Mas era isso o que todos buscavam, não é? Pelo menos eu... Alguém que não tivesse problema em gritar para o mundo o quão louco estava por mim, mas não necessariamente com palavras e sim com gestos. Os mesmos capazes de me derreter por inteiro.

Eu já não sou mais os cinco minutos da ligação de alguém que só podia me chamar enquanto esperava o ônibus para ir para casa e logo ao chegar desligava. Eu sou os dez, quinze, vinte, trinta... uma hora de uma vídeo chamada onde podemos olhar-nos nos olhos e saber que tudo aquilo é verdade. Que você pensa em mim, assim como eu penso em você.

Já não quero olhar para trás, só preciso olhar para frente e, ao seu lado, seguir para um mundo de infinitos imprevistos, de encontros e desencontros, porque é disso que se trata a vida.

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